ARTIGOSMALBA VARJÃO

O SER HUMANO E A MEMÓRIA AFETIVA

Imagem de Susanne Jutzeler, suju-foto por Pixabay

A memória afetiva eterniza o que nos marca com emoção, seja de maneira simples, casual ou mais intensa. Um filme, uma música que casualmente – ou não – se ouviu em um momento feliz, aquele aroma agradável, são fatores que nos trazem recordações que às vezes, julgamos esquecidas, perdidas no tempo.

É através da memória afetiva que até inconscientemente, somos capazes de deixar registrados, até eternizados momentos vividos. Mesmo com o passar do tempo, conseguimos nos emocionar diante de tais lembranças, que brotam de relance, as vezes, inesperadamente.

A memória eterniza os momentos de nossa vida, sem seguir o curso do tempo. Tudo o que vivemos, de uma certa forma ficou eternizado lá, nos recônditos.

O tempo passa e consequentemente, envelhecemos, mas permanecemos, pela memória, eternamente os jovens – ou crianças – que um dia fomos. Até aqueles que já se foram desta vida, deixaram sua vivência em nós, através da memória afetiva.

Quanto mais vivemos, mais lembranças acumulamos em nossa mente. Nossa memória se assemelha a um baú sagrado onde guardamos tesouros, que só nós conhecemos. A capacidade de nos emocionar vem daí, com aquela canção, o cheiro bom de comida ou o aroma de um perfume, tudo isso abre esse baú de preciosidades, emoções boas – ou ruins – ainda que tenham se passado vários anos.

Tudo o que nos emocionou, está eternizado em nosso interior. O tempo passou, mas a nossa memória reteve, com inúmeros detalhes as lembranças de tudo o que vivemos.

O ser humano tem essa característica, essa capacidade de armazenar na memória, ainda que inconsciente, fatos, situações, momentos felizes e difíceis.

Lá, naquele cantinho, às vezes de saudades ou de tristeza, mas lá: na maravilhosa “memória afetiva”.

Drª Malba Thania Alves Varjão – Psicóloga clínica

Imagem de Ich bin dann mal raus hier. por Pixabay

Total Views: 56 ,