MALBA VARJÃO

BREVE REFLEXÃO: O PODER DE UM ABRAÇO

Imagem de Moilanen, por Pixabay

A distância ocasional de pessoas a quem amamos nos faz sonhar e até prever que o primeiro ato do reencontro seja a emoção de um forte e caloroso abraço seguido de um beijo na face e aperto de mãos, cujo significado é carinho, ternura e pura felicidade.

Alcançar o “ser feliz” depende em muito da capacidade de o indivíduo receber e principalmente dar, ou devolver, sua parcela de amor. Estamos em um momento difícil para todos, onde privados de contato físico e até presenciais, podemos sofrer danos emocionais.

Tais danos, muitas vezes decorrentes de fatores externos, que provocam medo, perturbação, desespero, pensamentos negativos e situações conflitantes como raiva, ansiedade, depressão, ira, pânico e insônia. São resultado de pensamentos negativos frequentes, que têm o poder de nos irritar, criando emoções, fantasias e até opiniões que provocam mal-estar mental e físico.

Diálogos internos – ou conflitos – provocados por esses pensamentos causam impacto em nossas emoções e acabam por gerar pensamentos catastróficos, que são responsáveis por surtos emocionais. Mas esses surtos, guardadas as proporções, podem até ser minimizados ou curados com o gesto simples e muito significativo de um abraço.

A crise em que vivemos testa nossa paciência e sensibilidade emocional a todo momento. Rotinas alteradas, distanciamento obrigatório, quarentenas e notícias trágicas a todo momento ocupando os espaços da mídia, como um todo.

Por isso, é tão importante que não percamos nossos contatos e conexões com pessoas queridas, com aquilo que prezamos, ainda que pela tecnologia, de modo virtual. Aliado a isso, ver um filme, ler um livro, fazer ou projetar um trabalho artístico abrandam sobremaneira o impacto psicológico ocasionado pela pandemia.

Diante de tantas dificuldades e mudanças, devemos ter resiliência e ser otimistas, pois se buscarmos os livros, o que registrou a história, constataremos que após catástrofes, guerras e crises, vêm anos de crescimento e desenvolvimento.

Através da adversidade, devemos nos reinventar e quando a vida permitir – que seja breve – dar aquele abraço, ou aqueles abraços apertados, o que fará com que voltemos a sorrir com a certeza que superamos o momento difícil.

E com amor, carinho e abraços, tudo será mais fácil e ficarão apenas na distância, no coração, a lembrança das dificuldades, ausências e tristezas.

Quando tudo passar e puder, abrace! Seja, e faça alguém feliz!

Psicóloga Malba Thania Alves Varjão     

 

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