Cultura

A IMPORTÂNCIA DA VIOLA DE COCHO NA CULTURA REGIONAL MATO-GROSSENSE.

Capa do livro Barra do Garças - Migalhas da Sua História

Pesquisa realizada por Malba Thania A. Varjão

Reconhecida e registrada pelo IFAM (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas) no livro dos
saberes como Patrimônio Imaterial do Brasil, a viola de cocho é um instrumento musical criado às margens do rio Cuiabá
há mais de 200 anos. Este instrumento pouco conhecido pelos brasileiros é muito tocado nas importantes manifestações culturais
matogrossenses, como o Siriri e o Cururu.
A viola de cocho é feita de forma única, geralmente entalhada pelo próprio instrumentista em madeira macia e nativa da
região como: Sarã-de-leite, Ximbuva, Seriguela e Cajamanga, tornando este produto ainda mais artesanal.
Diversos são os projetos de preservação e conservação deste instrumento e de sua cultura no Mato Grosso ,que tem seus
trabalhos realizados através dos Pontos de Cultura espalhados pelo estado. Existem também os tocadores que fabricam a viola, que além de preservarem essa tradição, também tiram o sustento de suas famílias
fabricando a viola de cocho.


A Polca Paraguaia

Os paraguaios tiveram grande participação na formação cultural da Baixada Cuiabana.
A polca paraguaia e a guarânia são gêneros
musicais representativos da identidade cultural do Paraguai. Foi durante o século XIX ao fundir componentes da
música
tradicional espanhola (compasso 6/8, larga utilização da guitarra e tiple e
técnica do “rasgueo” no acompanhamento) com as danças de salão da moda
(valsas, polcas, mazurkas, schottish e habaneras) que plasmou-se, no
ambiente rural, a configuração musical do que veio a se chamar “polca
paraguaia”.
Com o final da Guerra do Paraguai, os prisioneiros de guerra paraguaios foram despejados em terras mato-grossenses,
mais precisamente à margem direita do rio Cuiabá, local onde hoje é constituido o bairro da Alameda, sendo estes
os primeiros habitantes de Várzea Grande, hoje região metropolitana do município de Cuiabá. Esses paraguaios tiveram grande
influência na formação cultural cuiabana, dando origem ao Rasqueado Cuiabano, atividade musical de caráter festivo
e coreográfico composta por melodias em compasso binário composto e andamento vivo. O nome deriva da técnica de
tocar ferindo-se as cordas da viola-de-cocho com as pontas dos dedos, de cima para baixo. Os instrumentos
tradicionais de execução do rasqueado são a viola-de-cocho, reco-reco, mocho, um importantíssimo estilo de dança e
música regional bastantes praticados por todos do centro oeste brasileiro


Mato Grosso

Governador garcia Neto, Prefeito Valdon Varjão e engenheiro José Fragelli.

A região onde hoje está o estado de Mato Grosso era habitada por grupos indígenas.Quando essas terras começaram a ser ocupadas pelos portugueses e espanhóis,eles entraram em guerra com os índios que não aceitavam a invasão de suas terras. Isso aconteceu a partir de 1709, quando começaram a chegar as primeiras bandeiras.

O Bandeirante Paulista, Pascoal Moreira Cabral Leme por esta época chegou no Mato Grosso em busca de riquezas como ouro e diamantes e trouxe com ele os escravos africanos que influenciaram a cultura deste estado.

Na década de 70 a cultura matogrossense teve grande influência sulina, principalmente no norte do estado que foi habitado por gaúchos, catarinenses e paranaenses que migraram para este estado e contribuiram para o desenvolvimento da agricultura .

A cultura do Mato Grosso tem o jeito ribeirinho, tem o jeito caboclo, tem o jeito panataneiro, tem o jeito português, tem o jeito espanhol, tem o jeito negro e o jeito gaúcho.

São os mais variados jeitos de viver, tornando este estado bem eclético em manifestações de crenças, de artes e de intelectualidade.

As raízes culturais mato-grossenses refletem as influências dos que aqui aportaram com o único objetivo de expansão de domínios territoriais e de se apossarem da matéria-prima, própria do seu subsolo e, imprescindível para garantir e sustentar o processo capitalista.
É lícito afirmarmos que a par do interesse imperialista e capitalista da nossa colonização, foram fincados nessa época os alicerces do processo cultural mato-grossense, que, além da influência européia, sintetiza uma mestiçagem de outros grupos étnicos, por contingência do processo histórico da formação econômico-social brasileira.
A cultura mato-grossense espelha uma síntese cultural dos vários grupos étnicos, também responsáveis pela própria característica racial do povo mato-grossense.

A culinária matogrossense é uma das mais tradicionais e típicas do Centro-Oeste, e sofreu forte influência da culinária indígena, africana, espanhola e portuguesa. O peixe é o alimento mais popular no gosto, especialmente do pantaneiro mas a carne bovina em abundância também é muito usada nas mesas da região, geralmente servida com mandioca.
Possui, em suas receitas, a incorporação de ingredientes exóticos do cerrado

Dentro dessa ótica pode-se evidenciar, a inclusão do branco, do índio e do negro nos diversos segmentos culturais do Estado, quer na cultura popular, literatura, artes plásticas, teatro, música, artesanato.


Cultura

Cultura
A História tem sido a grande responsável pelo progresso e desenvolvimento de toda a humanidade através das gerações.
Através da História são preservados os esforços da humanidade e por ela são transmitidas às gerações subseqüentes todas as realizações das antecedentes, permitindo assim que seja aproveitada toda a experiência e vivência do ponto em que ficou interrompida, sem necessidade de partir do ponto zero de conhecimento.
Partindo do conhecimento histórico e de sua importância na formação da cultura de um povo, as manifestações culturais como a música, a poesia, a dança e o teatro sempre foram fenômeno na vida de povos e civilizações.
Tudo o que vivemos no cotidiano, com o passar do tempo passa a fazer parte de nosso universo cultural: o nosso jeito de ser, de agir, de viver e de estar no mundo.
No nosso dia a dia observam-se diferentes maneiras de celebrar, de agir e de expressar nossos ritos, mitos e lendas, denotando nossa cultura predominante.
A arte é cultura... fruto da visão de mundo... está atrelada a concepções, princípios...espaços... tempos... e vivências...

O conceito de cultura se baseia nos costumes e valores de uma sociedade, não devemos confundir cultura com manifestações artísticas, costumes e folclore, pois a arte é apenas uma parte deste universo. O termo cultura, para a maioria das pessoas indica um alto nível artístico ou intelectual, o progresso da arte e da ciência, a literatura, a filosofia, a expressão do gênio de um povo.
A população do Médio Araguaia é composta de diferentes povos, e traz nítido e perceptível em suas manifestações, os traços culturais por ela assimilados, pelas pessoas que aqui chegaram em épocas passadas, por volta de 1800, a região era habitada apenas por tribos indígenas: Bororos e Xavantes que viviam guerreando por todo o território.
O Rio Araguaia, com 2.000 Kms de extensão,que nasce no Parque Nacional das Emas e deságua no Tocantins,constitui-se um divisor natural dos estados de Mato Grosso, Goiás e Tocantins. Desempenhou papel de destaque na história e na cultura de seu povo, sua travessia só era possível por embarcações com intenso movimento de viajantes que subiam o rio em busca de Baliza, cidade garimpeira e que trazia enormes tesouros em diamantes, atrativo para nordestinos eram trazidos à esta região, para treinamento e envio à Guerra do Paraguai.
Muitos, vinham incentivados pelo desdobramento do oeste brasileiro e por buscar as riquezas de nosso solo, ouro e diamante, em uma economia extrativista, chegavam às regiões de Mato Grosso.
Barra do Garças é uma delas, que às margens esquerda do Araguaia, delimita a fronteira de Mato Grosso e Goiás.
A população da cidade, por ser formada por pessoas vindas de vários estados brasileiros: Maranhão, Paraná, Ceará, Goiás, Bahia, Rio Grande do Sul, Goiás e muitos outros, assimilou a cultura de seus povos e hoje esses traços culturais são visíveis em nossa miscigenação, não temos uma cultura pura, nem única, mas formada pelos povos que compõem sua história.

A cultura barragarcense é uma somatória dos costumes vividos por seu povo. A atual população é formada por imigrantes de todas as regiões do país, principalmente sul e sudeste, formando uma população heterogênea nos aspectos sociais e culturais. Talvez isto explique a nossa hospitalidade e o bom humor que são nossas características mais marcantes, enquanto traços culturais. Nossas tradições, costumes, e valores assimilados através dos tempos, constituem nossa IDENTIDADE, COMPORTAMENTO, FORMA DE SER E PERTENCER.

Pela cultura nos despertamos e nos interamos com o mundo,promovemos nossa saúde,nos realizamos e expandimos nossas potencialidades.
Em nossa sociedade, podemos destacar, inúmeras manifestações culturais, as celebrações festivas fazem parte de nossa identidade cultural: Temporada de Praia( em julho), Expoleste( Feira Agropecuária), atividades recreativas, esportivas, culturais e artísticas, festas populares: Carnaval, Romaria ao Cristo (na Semana Santa), Motorcycle (encontro de motociclistas de alta cilindrada) no feriado de Corpus Christi, Festa de Santo Antônio (padroeiro da cidade) em junho. Festivais de Músicas Regionais, no Porto do Baé, que é um lugar de embarque e desembarque para barcos e que possui uma arena para shows musicais e eventos esportivos, teatro estudantil nas escolas, exposição de pintura de artistas regionais, atividades que compõem o nosso calendário cívico: Aniversário da Cidade, (15 de setembro) vários eventos são promovidos: desfile cívico e alegórico.

Nossas raízes culturais refletem as influências dos que nos antecederam e que muitas vezes não são devidamente reverenciados pela sua importância na formação de nossa sociedade.

A produção artística conta com artistas de vários setores: plásticos em mostras e exposições de telas e esculturas. A região também merece destaque por sua produção musical e literária. Na parte de artesanatos, os destaques vão grupos regionais e indígenas que podem ser adquiridos no comércio da região.

A cultura de nosso povo não se manifesta só em obras de arte, mas também nas festividades e crenças religiosas, no modo de vestir, na natureza das relações familiares e sociais, no sistema de valores e na educação de nossa sociedade, na idéia do bem e do mal, na maneira de nossas construçoes, nas aspirações de nosso povo e na confiança que o temos no futuro.
O gênero musical tradicional de nossa cultura é a moda de viola do Araguaia, porém devido a diversidade dos fluxos migratórios, o gosto musical da população se tornou eclético, predominando uma mistura de gêneros musicais populares. As danças típicas regionais são a catira e a dança das pastorinhas.

Com a miscigenação dos habitantes surgiram cada vez mais aspectos peculiares que foram promovendo modificações em nossas manifestações culturais.

No contexto territorial da região; a exploração de riquezas inicialmente eram oferecidas pela natureza e depois passaram a ser promovidas pela atividade humana, permitindo hoje,esta multiplicidade etno- cultural e econômica.

Na fase da mineração houve um surto desenvolvimentista que trouxe aventureiros e sertanistas de diversas regiões do país.
A literatura em seus registra as dificuldades encontradas pelos pioneiros e da extração de riquezas do garimpo.
O fazer social era determinado pelas tradições e festividades que existiam faziam parte do folclore de: goianos( catiras), mineiros e sulistas que traziam suas danças, nordestinos ( bumba-meu-boi), serenatas ao som de violões, representações teatrais e festividades cívicas e religiosas, procissões, cantos festivos, folia de reis, luaus, carnavais não havia a necessidade de se registrar tais fatos.
Na década de 70, nossa cultura teve grande influência sulina, principalmente no norte do estado que foi habitado por gaúchos, catarinenses e paranaenses que contribuiram para o desenvolvimento da agricultura.
Na Literatura, podemos presenciar o nascimento de várias personalidades que surgiram pelo fato de se registrar fatos vivenciados, poesias e o surgimento de várias academias para que pudessem agregar possíveis valores literários.
Dentre elas citamos a Academia de Letras Cultura e Artes do Centro-Oeste,com sede em Barra do Garças, tendo como fundador e presidente o incansável batalhador pela Cultura Regionalista Mato-grossense: Valdon Varjão.

O que podemos fazer é reconhecer o valor histórico e folclórico de sua obra e seu caráter de pioneiro: garimpeiro, desbravador, político atuante, professor e batalhador pela Cultura Regionalista. Escritor, historiador e poeta de valor, difundidor de cultura e de heróis anônimos, sertanistas e garimpeiros, pioneiros como ele deste Centro-Oeste Brasileiro e da cidade que adotou como sua terra natal: BARRA DO GARÇAS.

 


 


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