Lendas

A DESCOBERTA DO DIAMANTE

Ao descobrirem o primeiro diamante, descrevem-no como uma lanterna mágica a tremular dentro da noite, ao capricho da brisa.

A estória dessa descoberta, amalgamando fatalidades e sortilégios, foi uma generosa dádiva do acaso.

Tudo começou como uma fagulha, à margem de um despenhadeiro. Quem o descobriu foi um ingênuo índio Boróro. O brilho incomum na barranca de um rio fez, com que ele, por mera curiosidade, abeirar-se daquele fenômeno desconhecido.

Foi em casa do fazendeiro, Sr. João José de Moraes Cajango que, em pessoa mostrou a todos, algumas formas de diamantes, que havia mariscado nas margens do Araguaia. Essas formas, que foram analisadas em Cuiabá era um indício seguro da existência do diamante.

Os ouvintes arregalaram os olhos, diante daquela realidade promissora.

A um lado, quieto, observava tudo, um índio Bororó, já catequizado pelos missionários salesianos, quando o Cajango o interrogou: "Você conhece estas pedras?".

Continuando calado, o índio meteu a mão num sapicuá e retirou deste, reluzentes pedrinhas que a todos embasbacaram. E foi soltando a língua: "Ah! Eu vi uma pedra que brilhava tanto, como olho de onça. Mas olho de onça não era, porque onça tem dois olhos só. Pensei que fosse do Bode, do Coisa Ruim, do Diabo, nem sei. Depois, tomei coragem e peguei nela e vi que era uma Tori-Cuege, uma pedra de estrela." Explicou ainda, que para os índios a Tori-Cuege, é uma pedra portadora de grande mistério.

E o que você fez com a pedra grande?

- Joguei fora, respondeu-lhe o boróro.

Isto se deu em fins do ano de 1908, quando levas de baianos, venciam quilômetros, a pé, para trabalharem nos seringais do Oeste Mato-grossense. Pois aquela leva de aventureiros à caça do látex, resolveu explorar a região do Araguaia, à cata do diamante, que aflorava à margem do rio.


Valdon Varjão - Homemagem

Por Malba Thania Alves Varjão

Seu ideal de escrever livros surgiu da necessidade de reviver o passado.

Recolheu fotografias na tentativa de deter o tempo para resgatar lances esquecidos da história de sua cidade natal: BALIZA, denominada por ele:”nosso cantinho de saudade”.

Em sua crônica: RECORDAR É VIVER, fala dos pontos principais da casa onde morou e que hoje não existe mais, da Igreja Matriz, arquitetura de 1935, que viu construir.

Recorda-se das danças folclóricas e das serenatas preservadas pelos artigos moradores descendentes de nordestinos assim como ele, amantes das tradições e que o ensinaram a valorizar e preservar a cultura regional.

Hoje ao se deparar com o descaso diante de PATRIMÕNIOS  CULTURAIS se  indaga:

“O QUE ACONTECEU?”

No seu entender,o patrimônio cultual é o mais sagrado tesouro a ser preservado.

É o tempo no espaço... ...

É o Homem no seu momento... ...

É História nas suas raízes... ...

É a vida eternizada... ...

Pergunta-se:

“Por que transformar e destruir as marcas do passado?...

Há patrimônios que representam memórias ...e destruí-los é um sacrilégio!...

O Homem, com sua rebeldia e na angústia de mudar, muitas vezes estragar, está comprometendo seu próprio planeta: TERRA, transformando-a em um deserto inabitável, um solo infértil, desertificado, sem condições de habitação natural nem social e até sem marcas para recordações ...”

Em seus livros VARJÃO  conta  histórias e  estórias, fatos pitorescos e  casuísticos,  muitos dos quais teve a satisfação de  testemunhar nesta  região.

Sua intenção aspira a uma finalidade específica e objetividade divulgar esta região que sempre vem sendo omitida na História de Mato Grosso, por falta de informações ou mesmo desconhecimento dos fatos a serem registrados.

A HISTÓRIA DA VIDA DE VALDON VARJÃO se confunde com a própria HISTÓRIA DE BARRA DO GARÇAS e sua vida está escrita na vida de muita gente desta região.

Considera este seu trabalho incrementador de raízes culturais, éticas e morais da sociedade com a qual teve a honra de conviver e com a qual teve a satisfação de aprender como um trabalho divulgatório e pioneiro, pois seu conteúdo vem dos pioneiros guerreiros que desbravaram esta região: são fundadores como Antônio Cristino Côrtes , Antônio Paulo da Costa Bilego e muitos outros que conheceu e de quem  foi  contemporâneo.

O fato marcante em seus escritos é o amor desprendido que devota aos valores culturais de sua região, a tentativa imperiosa de que seja conhecido e preservado tudo que diz respeito à Memória e à História de Barra do Garças e a  busca incessante de sua transmissão às gerações futuras.

“Se nós perdermos o testemunho do nosso processo cultural e histórico

Acontecendo, ficaremos empobrecidos, sem memórias não teremos

nada que ns fale de nossas tradições e costumes...”

Todas as vezes que visita a cidade onde viveu sua infância, Baliza, volta decepcionado e  se indaga:     ”O que fizeram de minha cidade ?”

Desta decepção surgiu a luta e  vontade de preservar o patrimônio histórico e cultural

Da cidade que escolheu e que o acolheu, que ajudou a construir e do qual esteve presente em todos os seus momentos felizes e infelizes e estabelecendo um diálogo utópico consigo mesmo diz a presente  mensagem :

_SIGO  EM  FRENTE, POIS  DAQUELA  BALIZA FAUSTOSA VISIONÁRIA  DA MINHA  MENTE,  HOJE  SÓ  RESTAM  QUIMERAS  DE  SAUDADES  E  RECORDAÇÕES.  UM DIA TAMBÉM SEREI TRANSFORMADO,  E  QUE  ESSE  DIA  NÃO  SEJA  BREVE.  DEFRONTO-ME  COM  A  REALIDADE,  PORQUE SEI QUE  TUDO  NA  VIDA  TEM  UM  FIM..  E  HOJE  , EU QUEDO ABSORTO  E  ME  PERGUNTO :  A  PROPÓSITO ,  ONDE  ANDAM  MEUS  PASSOS ?


Lendas Populares

Gruta do Pezinho.


O Pé- de Garrafa:
É um homem gigante que tem o pé redondo em forma de uma garrafa, costuma andar em noites chuvosas, para impedir que as crianças fiquem na chuva à noite. Seus rastros são redondos como o fundo de uma garrafa.

O Lobisomem:
Mito muito popular no Rio Garças, Na sua feição nacional é de um homem empalhamado, magro, imberbe, de pele amarelada, olhos fundos, unhas compridas, com hábitos irrequietos e assustadiços. É um mortal comum, que nas noites de sexta-feira ou lua cheia, à força de sua sina, veste a roupa pelo avesso e daí se transmuda em enorme cão de cabeça orelhuda e disforme, com o corpo coberto de espessas e ásperas cerdas fulvas. Visita os poleiros das galinhas de cujos excrementos se alimenta. Tem fome variada e insaciável. Come terra e também as frutas de caraguatá. Vive às voltas com as sepulturas, cujos defuntos devora. Mas tem especial predileção por toucinhos defumados. Nas noites de lua cheia, vagueia seu desespero pelas estradas, uivando lancinantemente sua angústia. Temem-no os cães, que fogem apavorados, com o rabo entre as pernas, ganindo de medo da sua nauseabunda presença.Não se tem notícia de que atacasse pessoas. Porém os que se encontram com o lobisomem não ficam inteiramente imunes. Tornam-se temporariamente insandecidos, desassisados. Para se curar, basta rezar o pai-nosso de trás para diante.

Nêgo D’Água:
Não há uniformidade na descrição e caracterização física do mesmo, mas consta que é um homem preto pequenino, baixinho, dos cabelos lisos, luzidios, compridos e que mora na água. Como é misterioso, causa temor aos que freqüentam águas escuras em ribanceiras ermas.

Mula-sem-cabeça:
É mulher de padre. Depois de morta aparece até sete anos rondando a freguesia , na forma de mula-sem-cabeça. Quem se antepõe à sua marcha, sofrerá patadas até desocupar o caminho. Quando duas mulas- sem-cabeça se encontram, brigam até o galo cantar, hora em que se desencantam.

A Bruxa:
É a sétima filha de um casal que só tem mulheres. Toma a forma de um morcego grande que entra nos quartos das mulheres paridas para chupar o umbigo das crianças no “sétimo dia”. À noite, a mãe deve acender uma candeia ou vela e ficar de vigília. Para afugentá-la, deve-se colocar uma tesoura aberta debaixo da cama.

Anjinhos:
O homem do sertão é um vivente, naturalmente selecionado pela natureza. Devido ao alto índice de mortalidade infantil naquela época, a morte de uma criança é um incidente, uma sina. É um anjinho que foi chamado por Deus.É um corpinho que recebe o batismo às pressas, para não ir pagão. Não se chora a perda. É uma fatalidade, mas receberam o chamamento divino ainda anjinhos. Sem nenhum pecado.


A Lenda da Garrafa de Diamante

Por Malba Thania Alves Varjão

As margens dos Rios Garças e Araguaia eram povoadas por tribos indígenas. Por essa época, acontecia a Guerra do Paraguai. Ao término da mesma,valentes guerreiros que ali lutaram, passaram a garimpar nas margens dos rios e foram enchendo uma garrafa com os diamantes e pedras preciosas por eles encontradas.

De repente foram surpreendidos por um ataque de índios. Pensando em despistar os indígenas, simularam uma fuga. Enterraram a garrafa cheia das tais pedrinhas embaixo de uma enorme pedra e fizeram as inscrições:S.S.Arraya 1871,que significa:

Simeão da Silva Arraya, ex-combatente da Guerra do Paraguai. Fez o registro do nome, pois temia perder a garrafa,quebrando-a na fuga.Após despistarem os selvagens resolveram retornar para pegar a garrafa com o tesouro, mas já se passara algum tempo e as chuvas haviam enchido o rio ;então eles não conseguiam encontrar a garrafa tão sonhada.

Enquanto procuravam, montaram acampamento e resolveram plantar uma lavoura esperando as águas do rio baixarem. Colheram sua lavoura, fizeram amizades com os índios, mas não conseguiram encontraram a tão almejada garrafa de diamantes.Só a pedra marcada, depois de muito tempo. Acreditaram que a mesma havia rolado ou se quebrado e resolveram continuar procurando, garimpando. Os diamantes perdidos eram abundantes e valiosos.Plantaram novas lavouras,colheram fartos e abundantes frutos mas nunca encontraram os sonhados diamantes, nem perderam a esperança de os encontrar. Um tesouro foi perdido,mas vários foram encontrados e a notícia da tal garrafa de diamantes se espalhou de maneira que correu o Brasil. De todos os lugares chegavam pessoas para garimpar. Logo se tornou um povoado que se tornou nossa querida Barra do Garças, Cidade conhecida como a Princesa do Araguaia.Muitos anos se passaram, no Paraguai foi aberto um testamento após a morte de Simeão da Silva Arraya que dizia: “Além de todos os bens que deixo para meus herdeiros; também deixo a quarta parte de uma garrafa de diamantes enterradas às margens dos Rios Garças enterrada embaixo de uma pedra com as seguintes Inscrições:S.S.Arraya 1871.Garrafa esta que nunca foi encontrada.
Barra do Garças,tem sua origem numa história lendária de riquezas.Muitos garimpeiros tiveram a procura de riqueza, mas suas terras férteis e suas belezas naturais juntamente com seu povo hospitaleiro e sua economia constituem hoje seu maior potencial.
 


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