Poemas

Hino Portal da Amazônia

Bandeira Brasileira.

HINO PORTAL DA AMAZÔNIA
Autoria de Valdon Varjão e Frederico Rondon


Barra do Garças, de todos nós estás no coração,
Barra do Garças, teu nome representa amor e devoção;
Barra do Garças, Barra do Garças,
Estás no coração de todos nós.

Princesa do Araguaia, teu futuro é cor de anil,
Entre as jóias és a mais rara, encrustada no coração do Brasil.
Teu povo hospitaleiro, pela brandura do sertanejo,
Da pátria te fez celeiro, com teu solo benfazejo;

Tens montanhas altaneiras,
Embalando o teu porvir,
Entre as melhores cidades brasileiras,
Fulgurarás pois viverás sempre a sorrir.

Barra do Garças, passado de glória que reluz,
Barra do Garças, à ordem e ao trabalho sempre nos conduz
Barra do Garças, Barra do Garças,
És exemplo que a todos nos seduz.

Dos garimpeiros audazes, forasteiros de todos os rincões,
Que entre sonhos fugazes, a ti legaram mil tradições.
Do Centro-Oeste pujante, resplandeces alvissareira,
Como Portal Triunfante, da Amazônia Brasileira.

De ti espelha a graça, ao encanto do sertão.
Barra do Garças ... querida...
De todos nós,
Sempre estarás no coração.
 


Recordar é viver

Capa do livro Recordar é viver.

VALDON  VARJÃO

                                                                                                             Malba Thania Alves Varjão

                                                

Seu ideal de escrever livros surgiu da necessidade de reviver o passado.

Recolheu fotografias na tentativa de deter o tempo para resgatar lances esquecidos da história de sua cidade natal: BALIZA, denominada por ele:”nosso cantinho de saudade”.

Em sua crônica: RECORDAR É VIVER, fala dos pontos principais da casa onde morou e que hoje não existe mais, da Igreja Matriz, arquitetura de 1935, que viu construir.

Recorda-se das danças folclóricas e das serenatas preservadas pelos artigos moradores descendentes de nordestinos assim como ele, amantes das tradições e que o ensinaram a valorizar e preservar a cultura regional.

Hoje ao se deparar com o descaso diante de PATRIMÔNIOS  CULTURAIS se  indaga:

“O QUE ACONTECEU?”

No seu entender,o patrimônio cultual é o mais sagrado tesouro a ser preservado.

É o tempo no espaço... ...

É o Homem no seu momento... ...

É História nas suas raízes... ...

É a vida eternizada... ...

Pergunta-se:

“Por que transformar e destruir as marcas do passado?...

Há patrimônios que representam memórias ...e destruí-los é um sacrilégio!...

O Homem, com sua rebeldia e na angústia de mudar, muitas vezes estragar, está comprometendo seu próprio planeta: TERRA, transformando-a em um deserto inabitável, um solo infértil, desertificado, sem condições de habitação natural nem social e até sem marcas para recordações ...”

Em seus livros VARJÃO  conta  histórias e  estórias, fatos pitorescos e  casuísticos,  muitos dos quais teve a satisfação de  testemunhar nesta  região.

Sua intenção aspira a uma finalidade específica e objetividade divulgar esta região que sempre vem sendo omitida na História de Mato Grosso, por falta de informações ou mesmo desconhecimento dos fatos a serem registrados.

A HISTÓRIA DA VIDA DE VALDON VARJÃO se confunde com a própria HISTÓRIA DE BARRA DO GARÇAS e sua vida está escrita na vida de muita gente desta região.

Considera este seu trabalho incrementador de raízes culturais, éticas e morais da sociedade com a qual teve a honra de conviver e com a qual teve a satisfação de aprender como um trabalho divulgatório e pioneiro, pois seu conteúdo vem dos pioneiros guerreiros que desbravaram esta região: são fundadores como Antônio Cristino Côrtes , Antônio Paulo da Costa Bilego e muitos outros que conheceu e de quem  foi  contemporâneo.

O fato marcante em seus escritos é o amor desprendido que devota aos valores culturais de sua região, a tentativa imperiosa de que seja conhecido e preservado tudo que diz respeito à Memória e à História de Barra do Garças e a  busca incessante de sua transmissão às gerações futuras.

“Se nós perdermos o testemunho do nosso processo cultural e histórico

Acontecendo, ficaremos empobrecidos, sem memórias não teremos

nada que ns fale de nossas tradições e costumes...”

Todas as vezes que visita a cidade onde viveu sua infância, Baliza, volta decepcionado e  se indaga:     ”O que fizeram de minha cidade ?”

Desta decepção surgiu a luta e  vontade de preservar o patrimônio histórico e cultural

Da cidade que escolheu e que o acolheu, que ajudou a construir e do qual esteve presente em todos os seus momentos felizes e infelizes e estabelecendo um diálogo utópico consigo mesmo diz a presente  mensagem :

_SIGO  EM  FRENTE, POIS  DAQUELA  BALIZA FAUSTOSA VISIONÁRIA  DA MINHA  MENTE,  HOJE  SÓ  RESTAM  QUIMERAS  DE  SAUDADES  E  RECORDAÇÕES.  UM DIA TAMBÉM SEREI TRANSFORMADO,  E  QUE  ESSE  DIA  NÃO  SEJA  BREVE.  DEFRONTO-ME  COM  A  REALIDADE,  PORQUE SEI QUE  TUDO  NA  VIDA  TEM  UM  FIM..  E  HOJE  , EU QUEDO ABSORTO  E  ME  PERGUNTO :  A  PROPÓSITO ,  ONDE  ANDAM  MEUS  PASSOS ?


O rio que decanta numa cidade que encanta

Rio Araguaia e Serra Azul de Barra do Garças.

Na foz deste Inimitável Rio,
antes calmo, hoje bravio.
Não aquele brando cristalino e frio
Saudoso, apaixonante que a infância vi.
Era tão calmo, tão feliz, tão cheio de bonança.
Que às vezes dizia, ao ver-lhes as quimeras águas...
" Eis um trabalhador honesto que descansa
das lutas que mataram certas esperanças,
Das realidades que guardam algumas mágoas".

Ele nasce saltando em cascatas,
 "Quimeras de espumas" a enfeitar seu leito.
Repele no garganteado ameno de seu peito
Protesto aos que o depedram...
aos que lhe sangram...
Roubando, às margens suas lindas matas.

Primeiro murmurava. Agora canta e ri
Das lutas, dos faustos, pompas e gozos...
Vivera de garimpos, vezes a divertir,
Dos trabalhos pesados insanos, perigosos.
Rememoro neste Rio Indômito que aterra.
Que atira a catacumba imensa do oceano.

E que, com a mesma faina odiosa do coveiro,
Será capaz até;- O Monstro-; de levar
O continente inteiro;
Para cobrir o túmulo do velho e negro mar.
Tal a ruga feral da fronte ameaçadora
Desse trabalhador, hércules, grave, mudo!...
Que vai levando tudo,
Numa insensibilidade aterradora
Para quê não sei; águas portadoras..

O Rio ...
Sujo, revolto, tétrico, sombrio,
Vezes tem uma face pavorosa...
Mas, esse enorme, sujo, mau e feio...
Mal sabeis,
Pessoas com rancor
Que no passado, foi causa de anseios,
E muitas vezes, palco de terror...

Talvez em noites esplêndidas de lua
Quando muitos seres se apaixonam.
Surgiu na margem.
Elegante e nua;
Uma cidade bela, meiga e risonha:
Princesa de radiante formosura
Qual seios - visão nas serras esplendorosas,
Moça;  de olhos verdes;  langorosos.
Margeada em barrancos com fissuras
das suas margens a urbe mais vistosa.
Oh!... Será ela Princesa encantada?...
Motivando fogo e paixão,
Na simplicidade de sua castidade.
Talvez sim!...
Abraça a todos com lampejos
Com carícia ardente demorada
Qual musa, terna namorada
A matar nossos insaciáveis desejos.
Quero em ti amiga, a companheira,
Como recompensa do mourejo.
Minha esperada morada derradeira,
Tendo assim completo meus almejos.
 


Saudade

Vista Noturna do Mirante do Cristo Redentor.

Saudade...
De que é que tenho saudade?
Nem mesmo eu sei dizer.
Dos lugares por onde andei?
Onde vivi e passei?
Dos sonhos que eu apaguei?

Saudade...
Me leve docemente,
Ao ontem, ao hoje na mente
À minha BALISA querente
De onde me encontro ausente,
Este é meu desejo somente.

Saudade...
Retenho sem saber o que?
Dos fatos da minha infância Das flores com muita fragrância Como se houvesse voltado
E nada fosse o passado.

Saudade...
Do tempo que já passou
De tudo que ele levou trazendo no mesmo caminho Conduzido de amor e carinho
As chagas que ela deixou.

 


O que é saudades?

Vista Noturna do Mirante do Cristo Redentor.

Saudades?...
É como se fosse um sonho
Tão verdadeiro e risonho,
Que defini-lo não sei!
É como a curva de um rio...
Vogado pelo desvio...
Voltado sem nenhum rodeio.

Saudades?...
É como alguém que tritura
A vida da criatura 
De volta à realidade.
É o que posso afirmar,
E nestes versos grifar,
Toda saudade tem nome
E o tempo não lhe consome
Saudade não tem idade.

Saudades?...
Machuca mas faz um bem
Nos volta àquele aquém
Que deu carinho e bondade
Nos traz a necessidade
Saudade quem é que não tem?

Saudades?...
É sombra que não tem forma
É grande mas não se vê
É tudo que tenho na mente
Quando me lembro de você.

Saudades?...
É tudo que lhe contenta
Depois que alcancei sessenta
Viver sem ela porquê?


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